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Em recuperação, Éverton Ribeiro desabafa sobre diagnóstico de câncer: ‘Queria chorar’

Em recuperação, Éverton Ribeiro desabafa sobre diagnóstico de câncer: ‘Queria chorar’

O meio-campista Éverton Ribeiro, do Bahia, revelou detalhes sobre o momento em que descobriu estar com câncer na tireoide, diagnosticado há cerca de um mês. Mesmo diante do susto e da necessidade de passar por cirurgia, o jogador seguiu atuando normalmente pelo time tricolor e contou como tem enfrentado o período de recuperação, destacando a importância da fé, da saúde e do apoio da família.

Diagnóstico e susto inesperado

Tudo começou durante uma bateria de exames de rotina realizados pelo departamento médico do Bahia. Em meio às análises, foi identificada uma alteração hormonal que levou o atleta a realizar um ultrassom do pescoço. O exame apontou a presença de nódulos, e uma punção confirmou o diagnóstico de câncer na tireoide.

O resultado chegou em um momento marcante da temporada: Éverton recebeu a notícia enquanto se preparava para a final da Copa do Nordeste, em setembro. O jogador contou que se isolou por alguns minutos para digerir a informação e que logo ligou para a esposa, Marília Nery, com quem compartilhou o choque e buscou forças.

“Foi um susto enorme. Eu não esperava. Fiquei em silêncio, chorei e, depois, decidi encarar com fé. A gente nunca está preparado para ouvir algo assim, mas confiei em Deus e segui firme”, afirmou o camisa 10 do Bahia.

Seguir em campo como forma de força

Mesmo ciente do diagnóstico, Éverton Ribeiro decidiu continuar jogando. O meio-campista participou normalmente das partidas seguintes do Bahia, mostrando comprometimento e serenidade diante da situação. Ele relatou que o futebol o ajudou a manter a mente ocupada e a não se deixar abater.

“Eu queria estar junto com o grupo, ajudando meus companheiros. O futebol me deu força para seguir. A gente aprende a valorizar cada momento”, disse o jogador.

Durante esse período, Marília cuidava de toda a parte médica e dos preparativos para a cirurgia, marcada após o fim de uma sequência de jogos decisivos. “Ela foi essencial. Enquanto eu jogava, ela já estava resolvendo tudo. É nessas horas que a gente entende o poder da família”, completou Éverton.

Cirurgia bem-sucedida e recuperação

A cirurgia para retirada do tumor foi realizada no início de outubro e ocorreu com sucesso. O tipo de câncer detectado foi o papilífero, considerado o mais comum e com altas chances de cura. Após o procedimento, o atleta iniciou o processo de recuperação em casa, com acompanhamento médico e cuidados pós-operatórios.

“Graças a Deus, deu tudo certo. O médico retirou o tumor, e agora é só seguir com o tratamento e a reposição hormonal. Estou bem e animado para voltar em breve”, contou.

Segundo ele, o processo tem sido de aprendizado e reflexão. “Quando a gente está com saúde, nem sempre valoriza. Esse susto me fez repensar muita coisa. Hoje, o mais importante é estar bem, estar com a família, agradecer por cada dia.”

Fé e gratidão

Durante todo o período, Éverton Ribeiro contou com o apoio da esposa, dos filhos, de amigos, torcedores e companheiros de clube. O jogador destacou que a fé tem sido seu maior combustível na recuperação.

“Eu sempre acreditei que Deus tem um propósito para tudo. Passei por esse desafio para lembrar o quanto a vida é preciosa. Estou muito grato por todo o carinho que tenho recebido.”

Marília, esposa do atleta, também falou sobre o impacto da notícia. “Foi um choque, mas nunca faltou fé. Desde o primeiro momento, sabíamos que íamos superar juntos. Ele é forte e tem uma luz enorme”, declarou.

Retorno aos gramados

Ainda em fase de recuperação, Éverton Ribeiro tem seguido à risca as orientações médicas e deve retomar os treinos nas próximas semanas. O jogador ressaltou que o foco agora é cuidar da saúde e voltar 100% ao futebol.

“Quero voltar logo, mas com calma. Estou feliz, confiante e cheio de gratidão. Tudo o que vivi me fez ver a vida com outros olhos.”

Um exemplo de superação

O caso de Éverton Ribeiro comoveu torcedores e colegas de profissão. Aos 36 anos, o meia, que acumula passagens por Cruzeiro, Flamengo e Seleção Brasileira, reforça que sua prioridade agora é celebrar a vida e continuar inspirando dentro e fora de campo.

“Tudo isso me mostrou que, antes de qualquer troféu, o maior título é a saúde. O resto a gente conquista com fé, amor e trabalho.”

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