
✅ A proposta e o cenário
O país pode ser confirmado como sede da edição de 2026 da Copa América Feminina — e essa possibilidade é vista como “muito provável” por integrantes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A ideia foi levantada pela CONMEBOL durante uma reunião de seu conselho em Lima.
A motivação por trás da sugestão é clara: usar o torneio como um “ensaio geral” para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, cuja sede já está confirmada no Brasil. Essa preparação antecipada permitiria testar estádios, logística, hospedagem, mobilidade, segurança e toda a estrutura necessária para sediar um evento global.
🏟️ Estrutura — por que o Brasil faz sentido
Com o país já definido para o Mundial de 2027, diversas cidades brasileiras foram apontadas como sedes: entre elas, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e Porto Alegre. Isso facilita a utilização da mesma infraestrutura para a Copa América Feminina, reduzindo custos e tempo de adaptação.
Além disso, realizar a Copa América em 2026 permitiria ajustar todos os aspectos operacionais — transporte, hospedagem, comunicação, logística de eventos — antes da Copa do Mundo, reduzindo o risco de imprevistos no evento principal.
📅 Calendário esportivo e formato
Com a criação da nova CONMEBOL Liga das Nações Feminina, a partir de 2025 as eliminatórias para o Mundial deixam de ocorrer via Copa América. Isso significa que a edição de 2026 da Copa América Feminina não terá caráter classificatório — servirá apenas como torneio continental e preparação para o Mundial.
O Brasil, por já ser país sede da Copa do Mundo de 2027, não participa da Liga das Nações e, consequentemente, não precisa se classificar. Com isso, sediar a Copa América Feminina funcionaria como um “teste geral” sem pressão de classificação.
🌟 Importância para o futebol feminino no país
Realizar a Copa América Feminina em 2026 fortaleceria o futebol feminino no Brasil de várias formas:
- Reforça a visibilidade da modalidade, com jogos de alto nível em solo nacional;
- Promove a profissionalização e o investimento em infraestrutura;
- Dá à torcida a oportunidade de acompanhar seleções sul-americanas sem sair do país;
- Potencializa o legado da preparação para a Copa do Mundo, com estádios e operações já testados;
- Ajuda a consolidar o calendário feminino com mais competitividade e relevância.
⚠️ O que ainda depende definição
Apesar de avançadas conversas, ainda há pontos a serem definidos:
- As datas exatas — a temporada de 2026 ainda não tem cronograma oficial para a Copa América Feminina.
- As sedes definitivas — embora as cidades candidatas coincidam com as do Mundial de 2027, nada foi confirmado oficialmente.
- A logística de adaptação de estádios e serviços de cada cidade para receber um torneio continental antes do Mundial.
