
A FIFA reconheceu que o crescimento do futebol feminino não tem sido acompanhado pela presença de mulheres em cargos técnicos e administrativos. A declaração foi feita pela diretora de futebol da entidade, Jill Ellis. Questionada sobre o que a instituição está fazendo para ampliar o número de treinadoras e integrantes de comissões técnicas — e não apenas atletas —, Ellis afirmou que o tema se tornou uma “prioridade interna”.
🎯 O que já está sendo feito
- Uma das iniciativas concretas: a FIFA passou a exigir, em competições de base como Sub-17 e Sub-20 femininas, que cada seleção tenha obrigatoriamente uma treinadora ou uma assistente técnica mulher. Essa regra busca garantir representatividade feminina desde as categorias de base.
- A entidade também lançou o programa Women in Football Leadership Programme — parte de um conjunto maior de programas de desenvolvimento — que visa capacitar, empoderar e criar redes de apoio para mulheres em funções de liderança no futebol global, tanto técnico quanto administrativo.
- A própria contratação de Jill Ellis para cargo de gestão e estratégia simbólica de que a FIFA pretende colocar mais mulheres em postos de decisão, promovendo pluralidade de visões e decisões mais representativas no futebol.
⚠️ O desafio e a urgência
Mesmo com avanços, os dados mostram que a presença feminina em treinadoras principais de equipes de futebol feminino ainda é pequena — cerca de 22%.
Esse descompasso entre o crescimento da modalidade e a baixa representatividade feminina nos bastidores evidencia que a mudança depende de políticas deliberadas de incentivo, formação e quebra de barreiras estruturais. Como disse Jill, “às vezes precisamos legislar” para criar oportunidades e acelerar o processo.
