Manfrini foi peça fundamental na primeira formação da lendária Máquina Tricolor — Foto: Flu-Memória
Origens e início de carreira
Manfrini nasceu em 23 de junho de 1950, no bairro da Mooca, em São Paulo.
Iniciou no futebol amador no bairro, no clube Clube Atlético Parque da Mooca.
Tornou-se profissional em 1967, contratado pela Ponte Preta, onde jogou de 1967 a 1972.
Com a Ponte Preta, viveu momentos decisivos — inclusive ajudou o clube a conquistar a “Divisão de Acesso” no Campeonato Paulista em 1969, voltando à elite.
Passagens por Palmeiras e a chegada ao auge
Em 1972, teve uma rápida passagem pela Sociedade Esportiva Palmeiras; embora breve, a estadia foi marcada por eficiência — em algumas versões, marcou 4 gols em 4 partidas.
Mas o verdadeiro destaque viria depois: em 1973, foi contratado pelo Fluminense Football Club — clube onde se tornaria ídolo.
Glória com o Fluminense: “Craque da Chuva” e a Máquina Tricolor
No Fluminense, entre 1973 e 1975, Manfrini disputou cerca de 157 jogos e marcou entre 61 e 62 gols — números que atestam seu impacto no time.
Em 1973, foi artilheiro do Campeonato Carioca, com 13 gols. Na final decisiva contra o rival Clube de Regatas do Flamengo, no Maracanã, sob forte chuva e com campo alagado, ele fez dois gols na vitória por 4–2 — ocasião em que nasceu seu apelido de “Craque da Chuva” (e também “Gene Kelly”, referência ao filme “Cantando na Chuva”).
Em 1975, com o time então apelidado de “Máquina Tricolor” (um dos esquadrões mais lembrados da história do clube), ajudou o Fluminense a conquistar mais um Campeonato Carioca.
Fase final — Botafogo e aposentadoria
Depois da passagem gloriosa no Fluminense, Manfrini foi para o Botafogo de Futebol e Regatas, onde atuou entre 1976 e 1979.
Fez seus últimos jogos como profissional no Clube Atlético Juventus (Juventus-SP / Juventus da Mooca), encerrando a carreira no início dos anos 1980.
Legado e reconhecimento
Manfrini deixou uma marca definitiva no futebol brasileiro, especialmente entre os torcedores do Fluminense. Era reconhecido por seu faro de gol, técnica refinada e atuação decisiva em momentos importantes.
Sua atuação lendária no Fla-Flu de 1973, em condições extremas, permanece até hoje como uma das histórias clássicas do futebol carioca.
Além disso, mesmo com passagens por outros clubes, nada diminui o peso de seu nome para a “história viva” do Fluminense — por muitos anos considerado um dos grandes ídolos do clube.
Falecimento
Manfrini faleceu na madrugada de 10 de dezembro de 2025, em São Paulo, aos 75 anos.
Até o momento, os clubes e a imprensa lamentaram sua morte e celebraram sua trajetória, ressaltando a importância histórica de seu legado — especialmente no Fluminense.