
A Copa do Mundo sempre foi sinônimo de vigor físico, intensidade e juventude no auge do rendimento. No entanto, ao longo da história do torneio, alguns jogadores provaram que experiência, liderança e inteligência tática também podem fazer a diferença no maior palco do futebol. Em diferentes edições, atletas veteranos desafiaram o tempo e entraram em campo com idades consideradas raras para o alto nível competitivo.
O caso mais emblemático é o do goleiro Essam El-Hadary, do Egito. Em 2018, na Rússia, ele entrou em campo aos 45 anos, tornando-se o jogador mais velho da história a disputar uma partida de Copa do Mundo. Além do recorde, El-Hadary ainda defendeu um pênalti contra a Arábia Saudita, eternizando sua atuação.
Outro nome inesquecível é o camaronês Roger Milla, símbolo de longevidade no futebol mundial. Em 1994, nos Estados Unidos, ele atuou aos 42 anos, tornando-se também o jogador mais velho a marcar um gol em Copas do Mundo. Sua comemoração na bandeirinha segue como uma das imagens mais icônicas do torneio.
Na posição de goleiro, a lista de veteranos é extensa. O colombiano Faryd Mondragón entrou em campo na Copa de 2014, no Brasil, aos 43 anos, enquanto o lendário inglês Pat Jennings disputou o Mundial de 1986 com 41 anos, já consagrado como um dos grandes arqueiros da história.
A Itália campeã do mundo em 1982 também teve um exemplo de longevidade. Capitão daquela seleção, Dino Zoff levantou a taça aos 40 anos, sendo até hoje o jogador mais velho a conquistar um título mundial.
Outros nomes históricos completam a lista, como Stanley Matthews, que atuou pela Inglaterra em 1954 aos 41 anos, e Peter Shilton, presente na Copa de 1990 com 40 anos, reforçando a tradição de goleiros longevos em Mundiais.
Esses jogadores mostram que, embora a juventude seja predominante, a Copa do Mundo também reserva espaço para quem alia talento, preparo físico e conhecimento do jogo. Em diferentes épocas, os veteranos desafiaram o relógio e deixaram seus nomes marcados na história do futebol mundial.
