
A história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo costuma ser contada a partir dos gols, dos artilheiros e das grandes finalizações que marcaram época. No entanto, por trás de muitos desses momentos decisivos, estiveram jogadores fundamentais na construção das jogadas — atletas capazes de enxergar espaços, acelerar decisões e transformar talento coletivo em oportunidades claras de gol.
Ao longo dos Mundiais, o Brasil sempre contou com jogadores de enorme qualidade técnica e visão de jogo, responsáveis por assistências decisivas em partidas históricas. Dos clássicos camisas 10 aos pontas habilidosos, os “garçons” da Seleção tiveram papel determinante nas conquistas e campanhas memoráveis.
Pelé, o criador além do goleador
Embora eternizado pelos gols, Pelé também foi um dos maiores distribuidores de jogo da história das Copas. Em quatro Mundiais disputados (1958, 1962, 1966 e 1970), o Rei acumulou assistências decisivas, como no icônico passe para Carlos Alberto Torres na final de 1970, um dos gols mais famosos da história do futebol.
Garrincha e a arte do drible que virava gol
Outro nome incontornável é Garrincha. Com seus dribles desconcertantes pela direita, o camisa 7 não apenas marcou gols importantes, mas também criou inúmeras oportunidades para seus companheiros, especialmente nas Copas de 1958 e 1962. Muitas jogadas decisivas nasceram de suas arrancadas e cruzamentos precisos.
Rivellino, Zico e o talento dos anos 70 e 80
Rivellino foi peça-chave na Seleção de 1970, combinando potência no chute com passes refinados. Já Zico, embora não tenha conquistado uma Copa, brilhou como armador em 1978, 1982 e 1986, sendo responsável por assistências, bolas paradas precisas e construção ofensiva de um dos times mais técnicos da história do futebol brasileiro.
Cafu, Roberto Carlos e os laterais criadores
Nos títulos de 1994 e 2002, o Brasil inovou ao transformar seus laterais em protagonistas ofensivos. Cafu e Roberto Carlos foram fundamentais na criação de jogadas, seja com ultrapassagens constantes ou passes decisivos. Em 2002, Cafu teve participação direta em gols importantes, enquanto Roberto Carlos desequilibrava com cruzamentos e lançamentos longos.
Neymar e a geração recente
Nas Copas mais recentes, Neymar assumiu o papel de principal criador da Seleção. Além dos gols, o camisa 10 se destacou pela capacidade de servir companheiros, quebrar linhas defensivas e decidir jogos com passes decisivos. Sua influência ofensiva foi clara nos Mundiais de 2014, 2018 e 2022.
O valor de quem faz jogar
A trajetória do Brasil nas Copas mostra que os títulos e grandes campanhas não foram construídos apenas por quem empurrou a bola para as redes, mas também por aqueles que pensaram o jogo. Os assistentes, muitas vezes menos lembrados que os artilheiros, foram essenciais para transformar talento individual em sucesso coletivo.
Ao revisitar a história da Seleção Brasileira nos Mundiais, fica evidente que os gols nasceram, quase sempre, de um passe preciso, de uma jogada bem construída ou de um olhar diferenciado. E é justamente aí que reside a genialidade de alguns dos maiores jogadores que já vestiram a camisa verde e amarela.
