
São Paulo, SP – Após um início de temporada marcado por turbulências dentro e fora de campo, o novo presidente do São Paulo Futebol Clube, Harry Massis Júnior, definiu como prioridade máxima a reorganização financeira do clube, um tema que vinha se agravando nos últimos meses e impacta diretamente o ambiente interno da instituição e o desempenho esportivo.
Atrasos e herança de um cenário delicado
Desde o fim de 2025, o clube enfrenta atrasos em compromissos financeiros, incluindo pagamentos de direitos de imagem aos jogadores que já acumulam meses sem quitação, e outros débitos que pressionam a rotina do elenco e da administração. Internamente, esta situação foi externada pelo técnico Hernán Crespo, que relatou publicamente as dificuldades geradas pela instabilidade financeira e pela troca na presidência.
A dívida total do São Paulo segue elevada, perto da casa dos R$ 900 milhões, conforme apontado por dirigentes, e continua sendo um fator central na tomada de decisões estratégicas no clube.
Aposta na regularização antes de novos investimentos
Com a chegada de Massis ao cargo, a gestão decidiu que a primeira frente de trabalho será a regularização dessas pendências, priorizando:
- Pagamento de valores atrasados a funcionários e jogadores;
- Revisão dos compromissos financeiros com fornecedores e parceiros;
- Ajuste interno de orçamento e foco em equilíbrio fiscal.
Essa postura começa a moldar também a política de contratações: ao contrário de gestões anteriores que buscavam reforços de impacto, o clube deverá manter uma atuação conservadora no mercado, mantendo negociações já em andamento e sem grandes investimentos em novas aquisições no momento.
Contexto político e responsabilidades da nova gestão
A mudança no comando do clube veio em meio a um cenário político conturbado: o então presidente Júlio Casares foi afastado e renunciou ao cargo, abrindo espaço para a posse de Massis, presidente vitalício do clube e figura experiente nos bastidores tricolores.
Massis, que assumiu de forma definitiva depois da saída de Casares, destaca que sua gestão — com duração prevista até o fim de 2026 — terá caráter urgentíssimo e voltado para a transparência e cooperação institucional, incluindo a colaboração com investigações em curso sobre irregularidades administrativas vinculadas ao período anterior.
Repercussão interna
O ambiente dentro do clube, especialmente no elenco e na comissão técnica, reflete a preocupação com o momento delicado. Declarações de insatisfação e a percepção de que o clube vive um de seus piores momentos na história recentereforçam a necessidade de respostas rápidas e efetivas da nova gestão.
Panorama:
A prioridade dada pelo novo presidente do São Paulo à reorganização financeira com urgência marca uma virada na relação entre gestão e futebol, colocando a sustentabilidade fiscal como alicerce para a retomada de um projeto esportivo mais equilibrado. A expectativa é que, com ajustes e foco no equilíbrio de contas, o clube consiga, ao longo de 2026, superar os desafios deixados pelos atrasos e restabelecer um ambiente mais estável para seus jogadores e colaboradores.
