
A história das Copas do Mundo reúne personagens que atravessaram gerações dentro do próprio torneio. Mais de uma dezena de nomes tiveram a oportunidade rara de disputar o Mundial como jogador e, anos depois, retornar como treinador, ampliando sua marca no maior palco do futebol.
Entre eles, apenas três conseguiram alcançar o feito máximo nas duas funções: o brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo, campeão como atleta em 1958 e 1962 e como técnico em 1970; o alemão Franz Beckenbauer, vencedor em 1974 dentro de campo e em 1990 à beira do gramado; e o francês Didier Deschamps, capitão do título de 1998 e treinador da conquista de 2018.
Outros nomes também levantaram a taça como jogadores e depois comandaram seleções em Copas, mas sem repetir o sucesso do banco de reservas. É o caso do argentino Daniel Passarella, campeão em 1978 e técnico da Argentina em 1998, e do brasileiro Dunga, capitão do tetra em 1994 e comandante da Seleção nos Mundiais de 2010 e 2018.
A maior parte da lista, contudo, é formada por ex-atletas que viveram a experiência de participar do torneio nas duas funções, ainda que sem conquistar o título como treinadores. São trajetórias que refletem liderança, leitura tática e influência dentro do futebol de seus países.
O pioneiro nessa dupla participação foi o sérvio Milorad Arsenijević. Ele disputou a Copa do Mundo de 1930 como jogador da então Iugoslávia e, duas décadas depois, voltou ao torneio como técnico, abrindo caminho para uma tradição que se tornaria símbolo de longevidade e protagonismo no futebol mundial.
