
permaneceu.
A atuação do Santos Futebol Clube no empate por 1 a 1 com o San Lorenzo, pela Copa Libertadores da América, foi além das quatro linhas e ganhou eco na imprensa europeia. O tradicional Diario AS não apenas destacou o desempenho de Neymar, como trouxe à tona um incômodo que acompanha o camisa 10 ao longo da carreira.
Titular durante os 90 minutos no estádio argentino e participando diretamente do gol de empate, Neymar novamente assumiu o protagonismo técnico da equipe. Mas, no futebol, narrativa também pesa — e foi justamente isso que o jornal espanhol explorou. Sob o título “Neymar não quebra a maldição”, a publicação evidenciou um retrospecto curioso e desfavorável: o atacante ainda não venceu partidas como visitante contra clubes argentinos, nem sequer superou a seleção da Argentina fora de casa.
O dado chama atenção não apenas pelo peso simbólico, mas pelo contexto. Antes do duelo desta semana, Neymar havia atuado apenas uma vez por clubes em solo argentino — derrota para o Vélez Sarsfield, em 2012. Mais de uma década depois, o roteiro se repete: atuação participativa, influência no placar, mas sem vitória.
Para o Santos, o cenário segue preocupante. A equipe permanece na lanterna do grupo e vê a pressão aumentar em uma competição que exige consistência e resultado imediato. Já Neymar, mesmo sendo o principal nome em campo, carrega agora mais um capítulo de um tabu que insiste em acompanhá-lo.
