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Pouco mudou na Seleção de Ancelotti após a Copa

Pouco mudou na Seleção de Ancelotti após a Copa

O novo ciclo da Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti começou com um resultado que deixou mais perguntas do que respostas. Nesta sexta-feira (25), o Brasil empatou em 1 a 1 com a Austrália, em Townsville, no primeiro compromisso da equipe após a eliminação na Copa do Mundo.

Apesar das mudanças promovidas pelo treinador na convocação, a formação inicial apresentou características semelhantes às utilizadas durante o Mundial. Em vez de uma ruptura completa, Ancelotti manteve algumas das ideias que já havia colocado em prática na competição.

A principal delas foi a estrutura ofensiva. O treinador iniciou a partida com Estêvão, Raphinha, Endrick e Vinicius Junior no setor de ataque, enquanto Bruno Guimarães e Danilo Santos formaram a dupla de meio-campistas.

A configuração se aproximou de um 4-2-4, sistema utilizado por Ancelotti em determinados momentos da Copa. A escolha voltou a expor uma dificuldade apresentada pela Seleção: o controle do meio-campo quando o adversário consegue se organizar e ocupar os espaços.

Brasil encontra dificuldades para controlar o jogo

Com quatro jogadores de características ofensivas, a Seleção ganhou presença no ataque, mas também teve dificuldades para construir superioridade no setor central. A Austrália conseguiu competir pelo espaço e, em diferentes momentos, dificultou a circulação de bola brasileira.

A falta de maior presença no meio-campo também reduziu as alternativas para a equipe quando precisava controlar a partida. O Brasil teve momentos de domínio, mas não conseguiu transformar a superioridade técnica do elenco em uma atuação consistente.

O empate por 1 a 1 reforçou, portanto, algumas das questões que já haviam aparecido durante a campanha no Mundial. A estreia do novo ciclo mostrou que a renovação do elenco não necessariamente significa uma mudança imediata na estrutura da equipe.

Ancelotti mantém ideias, mas busca evolução

A manutenção de determinadas escolhas pode ser interpretada como uma tentativa de Ancelotti de dar continuidade ao trabalho enquanto testa novas peças. Ao mesmo tempo, o treinador terá de encontrar soluções para equilibrar o potencial ofensivo da equipe com a necessidade de maior controle das partidas.

A utilização de quatro atacantes oferece alternativas no último terço do campo, mas exige também uma participação maior dos jogadores de frente na recomposição e uma boa coordenação entre os setores.

O empate diante da Austrália serve, assim, como um primeiro diagnóstico para o novo ciclo. Com novos jogadores ganhando espaço e outros nomes ainda podendo ser testados, Ancelotti terá pela frente o desafio de ajustar a equipe sem abrir mão da capacidade ofensiva que pretende implementar.

O próximo período de preparação será importante para que o treinador avalie o desempenho da formação e encontre o equilíbrio necessário para a sequência da Seleção Brasileira.

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