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Morte de Maradona: promotoria pede até 12 anos de prisão para equipe médica

Morte de Maradona: promotoria pede até 12 anos de prisão para equipe médica

A promotoria argentina solicitou penas de 4 a 12 anos de prisão para seis profissionais de saúde acusados de responsabilidade na morte de Diego Maradona, ocorrida em novembro de 2020, durante a recuperação do ex-jogador em sua residência. O julgamento, realizado no Tribunal Oral Criminal de San Isidro, na Argentina, apura possíveis falhas na assistência médica prestada a um dos maiores nomes da história do futebol mundial.

O principal acusado é o neurocirurgião Leopoldo Luque, médico pessoal de Maradona. Para ele, a promotoria pediu 12 anos de prisão, além de 10 anos de inabilitação profissional.

Segundo o promotor Patricio Ferrari, Luque teria liderado um tratamento domiciliar marcado por negligência e falhas na organização da equipe médica. A acusação sustenta que exames recomendados não foram aprofundados, que não houve encaminhamento para internação em uma clínica especializada e que o ex-jogador foi transferido para uma residência considerada inadequada diante de sua condição de saúde.

Julgamento apura atendimento médico

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do atendimento recebido por Maradona nos últimos dias de vida e determinar se houve responsabilidade criminal dos profissionais envolvidos em seus cuidados.

A acusação aponta possíveis falhas no acompanhamento clínico e na estrutura montada para a recuperação do ex-atleta em casa. As responsabilidades individuais dos seis profissionais são analisadas no processo judicial.

Os pedidos de condenação apresentados pela promotoria representam a posição da acusação e não equivalem, por si só, a uma sentença definitiva. Cabe ao tribunal avaliar as provas e os argumentos apresentados durante o julgamento antes de decidir sobre a responsabilidade penal dos envolvidos.

Morte de Maradona marcou o futebol mundial

Diego Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, enquanto se recuperava de uma cirurgia para tratar um hematoma subdural. Campeão da Copa do Mundo de 1986 com a seleção argentina, o ex-jogador deixou um legado histórico no futebol e se tornou um dos atletas mais reconhecidos mundialmente.

Mais de cinco anos após sua morte, o caso continua mobilizando a opinião pública argentina e internacional. O julgamento busca esclarecer se as condutas adotadas durante o tratamento contribuíram para o desfecho e se os profissionais envolvidos devem responder criminalmente.

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