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Dono de gigante inglês considera venda do clube após dois anos da compra

Dono de gigante inglês considera venda do clube após dois anos da compra

O Everton pode passar por uma nova mudança de proprietário menos de dois anos após ser adquirido pelo grupo americano The Friedkin Group (TFG), em dezembro de 2024. Segundo informações divulgadas pelo The Athletic, o conglomerado liderado pelo empresário Dan Friedkin está aberto à venda de sua participação majoritária e também considera negociar o controle integral do clube inglês, desde que encontre investidores considerados adequados para conduzir o futuro da instituição.

Inicialmente, a estratégia do grupo era atrair investidores minoritários para ampliar os recursos financeiros disponíveis. Agora, porém, a possibilidade de uma venda mais ampla passou a ser considerada. Em comunicado, o Everton confirmou que avalia diferentes alternativas de investimento, mas ressaltou que não pretende aceitar qualquer proposta.

Enquanto não encontra um investidor que corresponda às suas expectativas, o TFG afirma que continuará apoiando o clube e dando sequência ao trabalho de reorganização financeira e esportiva.

Everton afirma ter avançado na recuperação financeira

Quando assumiu o controle do Everton, em dezembro de 2024, o The Friedkin Group encontrou um clube que enfrentava dificuldades financeiras e desafios dentro de campo. Desde então, a gestão priorizou a reorganização das contas, a obtenção de investimentos e a conclusão da transição para o novo estádio, o Hill Dickinson Stadium.

Em nota oficial, o clube destacou que considera ter estabelecido uma base mais sólida para o futuro e que chegou o momento de avaliar os próximos passos.

“Só vamos considerar propostas de interessados que acreditamos serem os responsáveis certos para levar o clube adiante e construir sobre o progresso alcançado”, afirmou a instituição no comunicado.

A aquisição ocorreu por meio da empresa britânica Roundhouse Capital, que comprou a participação de Farhad Moshiri, antigo proprietário de aproximadamente 94% das ações do Everton.

Durante a gestão, o grupo americano também trabalhou no refinanciamento de parte das dívidas e atraiu investimentos de sócios minoritários. Entre os nomes associados ao clube estão Jason Kidd, ex-técnico de basquete e integrante do grupo de investidores, e o empresário Christopher Sarofim.

Mercado de transferências aumenta pressão sobre a diretoria

A possibilidade de uma nova venda surge em meio a críticas de torcedores à condução do Everton no mercado de transferências. Durante a janela do verão europeu, o clube negociou jogadores por aproximadamente 100 milhões de libras e registrou lucro estimado em 25 milhões de libras.

Uma das operações que provocaram maior repercussão foi a tentativa de negociar o jovem Harrison Armstrong com o Nottingham Forest por 40 milhões de libras. A possibilidade gerou reação negativa entre torcedores, e o Everton acabou desistindo do negócio.

Outro objetivo que não se concretizou foi a contratação do atacante Folarin Balogun, do Monaco, em uma negociação avaliada em cerca de 45 milhões de libras.

Os episódios ampliaram o debate sobre a capacidade de investimento do clube e as prioridades da atual administração, especialmente diante da expectativa de reforçar o elenco para as próximas temporadas.

Relação entre Dan Friedkin e David Moyes também gera questionamentos

Outro ponto que chamou a atenção foi a declaração do técnico David Moyes sobre seu relacionamento com o principal acionista do clube. Em setembro, o treinador revelou que ainda não havia se encontrado nem conversado com Dan Friedkin desde seu retorno ao comando da equipe, em janeiro de 2025.

A declaração alimentou questionamentos sobre o envolvimento direto do proprietário nas decisões esportivas e no cotidiano do Everton.

Apesar das incertezas sobre o futuro da propriedade, o grupo americano afirma que pretende preservar o progresso alcançado e avaliar cuidadosamente as possibilidades de investimento.

Uma eventual venda poderá representar uma nova etapa para o Everton, clube tradicional do futebol inglês que busca consolidar sua estabilidade financeira, fortalecer o elenco e aproveitar a estrutura do novo estádio para ampliar suas perspectivas esportivas e comerciais.

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