
A derrota de Marrocos para o Senegal na caótica final da Copa Africana de Nações, disputada neste domingo (18), deixou a seleção anfitriã em um cenário delicado a apenas cinco meses da estreia na Copa do Mundo. O primeiro compromisso do Mundial está marcado para o dia 13 de junho, justamente contra o Brasil, o que amplia a pressão sobre a equipe marroquina.
A decisão continental foi marcada por um ambiente de tensão do início ao fim. Lances polêmicos de arbitragem, longas paralisações e reclamações constantes dos jogadores transformaram a final em um jogo truncado e nervoso. O ponto mais dramático da partida aconteceu nos acréscimos do tempo regulamentar, quando Brahim Díaz desperdiçou uma cobrança de pênalti, que poderia ter levado a decisão para a prorrogação.
Dentro de campo, Marrocos encontrou dificuldades para impor seu ritmo, mesmo contando com o apoio da torcida. A equipe apresentou problemas de organização defensiva, pouca criatividade no meio-campo e excesso de nervosismo nos momentos decisivos, fatores que foram bem explorados pelo Senegal, mais consistente emocionalmente ao longo da final.
O resultado acendeu um sinal de alerta para a comissão técnica, especialmente pelo contexto do calendário. Com pouco tempo até a Copa do Mundo, Marrocos terá de lidar não apenas com ajustes táticos e técnicos, mas também com o impacto psicológico da derrota em casa, em uma final continental marcada por frustração e controvérsias.
A atuação da arbitragem também foi tema central no pós-jogo. Jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes marroquinos demonstraram insatisfação com algumas decisões, principalmente em lances capitais da partida. Apesar das reclamações, o discurso oficial buscou evitar desculpas e reforçou a necessidade de evolução imediata da equipe.
Com a estreia no Mundial se aproximando e um adversário do peso do Brasil logo na primeira rodada, Marrocos sai da Copa Africana de Nações com mais dúvidas do que certezas. A seleção precisará transformar a frustração da final perdida em aprendizado rápido, caso queira chegar competitiva e emocionalmente preparada para o maior desafio do futebol mundial.
