
O episódio levou ao acionamento do protocolo antirracismo previsto pela FIFA e adotado nas competições da UEFA Champions League.
Como funciona o protocolo antirracismo
O procedimento é dividido em três etapas:
Primeira etapa:
O árbitro recebe a denúncia de jogadores ou membros da equipe de arbitragem e paralisa imediatamente a partida. O protocolo também pode ser acionado caso o próprio juiz identifique uma manifestação racista.
Segunda etapa:
O árbitro faz o gesto oficial que sinaliza a ativação do protocolo e comunica a suspensão temporária do jogo. Caso o estádio possua telão, a situação é informada ao público. O sistema de som também emite um alerta. Se as ofensas partirem da torcida, há o aviso de que a partida poderá ser definitivamente interrompida caso os atos persistam. O juiz ainda pode determinar que as equipes deixem o campo enquanto a questão é avaliada.
Terceira etapa:
Se o problema não for solucionado, o árbitro encerra a partida. Posteriormente, a federação responsável pela competição pode instaurar processo disciplinar. A equipe cujos jogador(es) ou torcedor(es) tenham cometido a ofensa pode ser punida, inclusive com derrota por W.O., dependendo da gravidade e das conclusões da investigação.
O caso reforça o rigor crescente das entidades do futebol no combate à discriminação, especialmente em competições continentais de grande visibilidade.
