
Duas ginastas norte-americanas entraram com uma ação judicial contra a USA Gymnastics e o US Center for SafeSport, acusando as entidades de negligência na condução de denúncias de abuso sexual dentro da modalidade. O processo, protocolado na segunda-feira (1), afirma que ambas as instituições falharam em proteger as atletas e não impediram novos abusos cometidos pelo treinador Sean Gardner em uma academia de elite localizada no estado de Iowa.
Segundo a ação, as jovens teriam relatado comportamentos inadequados e episódios de abuso por parte de Gardner em diversas ocasiões, mas as denúncias não teriam resultado em medidas eficazes de investigação ou afastamento imediato do técnico. As entidades teriam sido informadas repetidamente sobre os riscos enfrentados pelas atletas, porém nenhuma intervenção concreta foi tomada para interromper a atuação do treinador.
O caso reacende debates sobre responsabilidade institucional, protocolos de segurança e cultura de silêncio no esporte de alto rendimento nos Estados Unidos — especialmente após escândalos recentes que envolveram outras figuras de grande notoriedade na ginástica.
A defesa das ginastas cobra responsabilização, revisão dos procedimentos internos e indenização pelos danos sofridos. Já USA Gymnastics e SafeSport ainda não emitiram respostas detalhadas sobre as acusações, mas devem se manifestar oficialmente à Justiça nos próximos dias.
