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Internacional tem saída de três dirigentes do futebol

Internacional tem saída de três dirigentes do futebol

D'Alessandro (E) e Mazzuco (D), com o presidente Alessandro Barcellos

O clube anunciou nesta terça-feira (10) a demissão de três nomes importantes do seu Departamento de Futebol: o vice-presidente de futebol José Olavo Bisol, o diretor executivo André Mazzuco e o diretor esportivo Andrés D’Alessandro.

  • Bisol apresentou seu pedido de demissão, reconhecendo as falhas da temporada e assumindo parcela de responsabilidade pelos resultados ruins.
  • Já Mazzuco e D’Alessandro deixaram o clube por acordo, numa decisão que o clube classificou como parte de uma reorganização do departamento para planejar 2026.

O comunicado oficial aponta que a saída da dupla (executivo + diretor esportivo) teria ocorrido por “questões pessoais”, mas o contexto — o quase rebaixamento e desempenho abaixo das expectativas — deixa claro que o ano turbulento influenciou diretamente nessa renovação.


Por que a reestruturação era inevitável

  • A temporada de 2025 foi marcada por crises constantes: queda de rendimento, trocas de técnico, desconfiança da torcida e forte pressão interna. A manutenção da estrutura anterior já não parecia sustentável.
  • A mistura entre inexperiência sob forte pressão e expectativas elevadas gerou desgaste. A saída dos dirigentes pode ser vista como uma tentativa de resetar a cultura do clube e reorganizar o planejamento para 2026.
  • A saída de dirigentes com papel central na gestão e no futebol profissional sinaliza para torcedores e mercado que o clube busca retomar credibilidade, coerência e estabilidade — além de um novo plano de trabalho para temporadas vindouras.

O que o Inter precisa fazer agora — e os desafios pela frente

  1. Encontrar novos gestores competentes — tanto para a parte política (vice de futebol) quanto para a operação executiva e esportiva. A definição desses nomes será crucial para planejamento de contratações, estrutura do departamento e direção técnica.
  2. Reconstruir a confiança interna e externa — jogadores, comissão técnica e torcida vão observar os próximos passos de perto. Uma boa gestão pode renovar credibilidade e gerar paciência para projetos de médio/longo prazo.
  3. Definir uma estratégia clara para 2026 — com metas realistas, possível revisão do elenco, apostas na base e decisões alinhadas entre diretoria, técnico e comissão, para evitar repetir os erros de 2025.
  4. Equilíbrio financeiro e responsabilidade esportiva — depois de um ano difícil, o Inter terá que conciliar ambições dentro de campo com responsabilidade fora dele, especialmente em planejamento orçamentário.

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