
A relação entre a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e o dirigente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, segue marcada por tensão e trocas públicas de declarações. Nesta quinta-feira (8), a mandatária alviverde voltou a rebater afirmações do cartola rubro-negro, reacendendo o clima de rivalidade nos bastidores do futebol brasileiro.
Entenda o novo atrito
Nos últimos dias, Bap concedeu entrevistas e publicações nas redes sociais criticando a postura do Palmeiras em temas relacionados à gestão da Libra — a liga de clubes que busca organizar um novo modelo comercial para o futebol brasileiro — e também à divisão de receitas de direitos de transmissão.
Leila Pereira, em resposta, classificou as falas do dirigente flamenguista como “desrespeitosas e infundadas”, afirmando que o Palmeiras “não se curva a interesses particulares” e que o clube “atua de forma responsável e equilibrada pelo bem do futebol nacional”.
A presidente também destacou que o Verdão “não aceita provocações nem tentações de hegemonia fora de campo”, em referência indireta à postura do Flamengo em discussões sobre poder e protagonismo na Libra.
Histórico de embates
A troca de farpas entre Leila e Bap não é novidade. Os dois já protagonizaram divergências públicas em 2023, quando o Flamengo entrou na Justiça pedindo o bloqueio de repasses de cotas de TV do Campeonato Brasileiro — medida que, na época, irritou a dirigente palmeirense.
Desde então, os bastidores da relação entre os dois clubes têm sido marcados por disputas políticas e posicionamentos opostos em pautas estratégicas para o futuro do futebol nacional.
Clima político acirrado
O novo embate ocorre em um momento decisivo para a consolidação da Libra e para a negociação coletiva dos direitos de transmissão a partir de 2026. Palmeiras e Flamengo, apesar de serem os dois clubes mais influentes do país, têm adotado posturas distintas sobre o modelo de divisão financeira e governança da liga.
Mesmo com o tom mais duro, Leila afirmou que o Palmeiras seguirá aberto ao diálogo, mas “sempre com respeito institucional e sem submissão a interesses alheios ao bem do esporte”.
