
Contratado no fim de janeiro deste ano como o novo camisa 1 do Grêmio, o goleiro Tiago Volpi chegou ao clube cercado de desconfiança por parte da torcida tricolor. Antes mesmo de desembarcar em Porto Alegre, vindo do Toluca, do México, o jogador já era alvo de duras críticas nas redes sociais, onde muitos gremistas questionavam sua contratação.
Na noite da última segunda-feira (16), em entrevista ao programa “Um Assado Para…”, comandado por Duda Garbi no YouTube, Volpi abriu o coração e revelou como enfrentou os primeiros dias de pressão mesmo antes de vestir a camisa gremista.
“Foi difícil. Eu cheguei no Brasil com minha esposa me perguntando se eu tinha certeza do que estava fazendo. A repercussão era muito negativa, muito pesada. Eu estava no México, em um momento bom, e aceitei o desafio de voltar ao Brasil, ao Grêmio, um clube gigante. Mas, confesso, fiquei abalado com o que li”, revelou o goleiro.
Apesar da pressão inicial, Volpi explicou que tentou manter o foco e buscar apoio nos familiares e no seu próprio histórico profissional. Segundo ele, o tempo no futebol mexicano — onde se destacou por várias temporadas — o fortaleceu emocionalmente para enfrentar esse tipo de situação.
“Quando a gente joga fora, acaba não sendo tão lembrado aqui. O pessoal às vezes não acompanha, não sabe o que você está fazendo. Eu tive uma passagem muito sólida no México, conquistei títulos, fui ídolo no Querétaro. Mas parece que nada disso contava. Tive que provar tudo de novo”, comentou.
Tiago Volpi também afirmou que encontrou respaldo no departamento de futebol do Grêmio, que confiou em seu potencial desde o início e o blindou nos momentos mais críticos.
“O presidente, o Renato (Gaúcho), todo o grupo me recebeu muito bem. Isso fez toda a diferença. É difícil entrar num lugar novo sabendo que tem uma parte da torcida contra. Mas o ambiente interno foi fundamental para eu me sentir confiante”, completou.
Desde que assumiu a meta gremista, Volpi tem alternado boas atuações com algumas falhas pontuais, o que mantém a análise da torcida dividida. Mesmo assim, ele acredita que a relação com os torcedores está evoluindo com o tempo e os resultados em campo.
“A melhor resposta sempre será dentro de campo. Eu entendo a paixão da torcida, o Grêmio é um clube com muita história e exigência. Minha missão é honrar essa camisa e ajudar o time a conquistar títulos”, finalizou.
A entrevista gerou repercussão nas redes sociais, com muitos torcedores reconhecendo a sinceridade do atleta e destacando sua coragem em expor os desafios enfrentados. O episódio também reacende o debate sobre a pressão virtual sobre jogadores, especialmente em momentos que antecedem a estreia oficial por novos clubes.
