
Ser capitão da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo é uma das maiores honrarias do futebol. A braçadeira simboliza liderança técnica, respeito dentro do elenco e responsabilidade máxima em um torneio que carrega enorme pressão nacional e repercussão internacional. Ao longo da história das Copas, diferentes perfis assumiram esse papel, refletindo o momento do futebol brasileiro em cada época.
Em alguns Mundiais, o capitão foi o principal símbolo técnico da equipe, como Pelé, Sócrates ou Rivellino. Em outros, a escolha priorizou o comando emocional, a experiência e o espírito competitivo. Também houve edições marcadas por alternância de capitães, seja por lesões, decisões da comissão técnica ou mudanças internas no elenco.
A seguir, o levantamento completo dos capitães da Seleção Brasileira na história das Copas do Mundo, organizado por períodos, além do destaque aos líderes que ergueram as taças dos cinco títulos mundiais.
Capitães da Seleção Brasileira de 1930 a 1966
As primeiras Copas do Mundo contavam com elencos reduzidos, menor estrutura e lideranças muito ligadas à personalidade e ao prestígio dos jogadores. Nesse período, a braçadeira esteve com alguns dos pioneiros do futebol brasileiro.
- 1930 (Uruguai): Preguinho
- 1934 (Itália): Martim Silveira
- 1938 (França): Leônidas da Silva
- 1950 (Brasil): Augusto (Augusto da Costa)
- 1954 (Suíça): Bauer
- 1958 (Suécia): Bellini
- 1962 (Chile): Mauro
- 1966 (Inglaterra): Orlando e Bellini (capitães em jogos diferentes)
Bellini ficou eternizado pelo gesto de erguer a taça em 1958, criando um símbolo que se tornaria tradição nas conquistas seguintes.
Capitães da Seleção Brasileira de 1970 a 1990
Entre 1970 e 1990, o Brasil viveu grandes transformações táticas e gerações marcantes. A escolha dos capitães refletiu a transição entre o futebol artístico e um jogo cada vez mais físico e competitivo.
- 1970 (México): Carlos Alberto Torres
- 1974 (Alemanha Ocidental): Piazza e Marinho Peres
- 1978 (Argentina): Emerson Leão e Rivellino
- 1982 (Espanha): Sócrates
- 1986 (México): Edinho
- 1990 (Itália): Ricardo Gomes
Carlos Alberto Torres, em 1970, simbolizou liderança técnica e protagonismo ofensivo. Já Sócrates, em 1982, representou uma liderança intelectual e marcante, dentro e fora de campo.
Capitães da Seleção Brasileira de 1994 a 2006
Este período marca a retomada dos títulos mundiais e a consolidação de lideranças fortes. A braçadeira passou a ter peso simbólico ainda maior, associada à responsabilidade de encerrar ou manter jejuns históricos.
- 1994 (Estados Unidos): Raí no início e, depois, Dunga
- 1998 (França): Dunga
- 2002 (Coreia do Sul/Japão): Cafu
- 2006 (Alemanha): Cafu
Dunga foi o capitão do tetracampeonato em 1994, enquanto Cafu entrou para a história como o único jogador a disputar três finais consecutivas de Copa do Mundo e levantar o troféu em 2002.
Capitães da Seleção Brasileira de 2010 a 2022
Nas Copas mais recentes, o Brasil passou por maior alternância de lideranças, com capitães definidos de acordo com o contexto de cada geração e até de cada partida.
- 2010 (África do Sul): Lúcio
- 2014 (Brasil): Thiago Silva
- 2018 (Rússia): Marcelo, Thiago Silva e Miranda
- 2022 (Catar): Thiago Silva
Thiago Silva se destacou como o principal líder defensivo da Seleção na última década, sendo capitão em mais de uma edição.
Capitães da Seleção Brasileira nos cinco títulos mundiais
Em cada conquista, um capitão ficou eternizado ao erguer a taça, criando imagens históricas do futebol mundial:
- 1958: Bellini
- 1962: Mauro
- 1970: Carlos Alberto Torres
- 1994: Dunga
- 2002: Cafu
Esses nomes representam não apenas liderança em campo, mas capítulos decisivos da trajetória vitoriosa da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo, ajudando a contar a própria história do futebol do país.
