
O West Ham decidiu fornecer apoio psicológico ao meio-campista Lucas Paquetá após a expulsão por reclamação na derrota por 2 a 0 para o Liverpool, no último domingo (30). A iniciativa reflete uma preocupação interna de que o brasileiro ainda esteja lidando com efeitos emocionais e comportamentais relacionados à longa investigação conduzida pela Federação Inglesa (FA) sobre suspeitas de manipulação de resultados no mercado de apostas.
Segundo informações publicadas pelo jornal “The Guardian”, o clube inglês teme que o episódio recente seja um indicativo de desgaste acumulado. Embora Paquetá tenha sido absolvido em julho, quando a FA encerrou definitivamente o caso por falta de evidências, dirigentes e membros da comissão técnica entendem que o processo — que se estendeu por quase um ano — pode ter deixado marcas significativas.
Expulsão acende alerta
A expulsão por reclamação, considerada incomum para o jogador, acendeu o sinal de alerta no departamento de futebol do West Ham. Paquetá demonstrou irritação acima do normal após uma sequência de decisões da arbitragem, gesto que a direção interpretou como possível reflexo de pressão psicológica.
Apoio do clube
O West Ham decidiu intensificar o acompanhamento do atleta com o setor de psicologia e performance, oferecendo sessões específicas de suporte emocional e monitoramento contínuo. A intenção é garantir que o brasileiro tenha respaldo total para recuperar estabilidade mental e foco competitivo.
Clube mantém confiança
Mesmo diante da preocupação, o clube mantém total confiança no meia, considerado peça fundamental no elenco. A avaliação interna é de que, com o suporte adequado e um ambiente mais leve, Paquetá pode retomar seu melhor nível rapidamente.
O caso reforça a importância crescente do cuidado com a saúde mental no futebol de alto rendimento — especialmente quando atletas enfrentam pressão, desgaste público e investigações extensas.
