O Artilheiro Comentarista
O que mudou na Argentina da Copa do Mundo de 2022 para 2026?

O que mudou na Argentina da Copa do Mundo de 2022 para 2026?

A classificação da Argentina para a semifinal da Copa do Mundo de 2026 veio acompanhada de muito mais sofrimento do que na campanha do título conquistado no Catar, em 2022. Embora tenha mantido 100% de aproveitamento no mata-mata, a equipe de Lionel Scaloni precisou disputar duas prorrogações e só garantiu a vaga diante do Egito nos minutos finais, em um confronto dramático.

A principal diferença entre as duas campanhas passa pela condição física do elenco. Ao contrário do Mundial de 2022, realizado entre novembro e dezembro, a Copa de 2026 acontece entre junho e julho, logo após o encerramento da temporada europeia. Com isso, muitos jogadores chegaram à seleção argentina desgastados ou retornando de lesões.

O zagueiro Cristian “Cuti” Romero, por exemplo, disputou apenas seis partidas pelo Tottenham desde fevereiro após sofrer uma lesão no joelho direito. Julián Álvarez também chegou ao Mundial depois de um período afastado por causa de uma entorse no tornozelo, enquanto Nahuel Molina, Gonzalo Montiel, Leandro Paredes e Nico Paz também enfrentaram problemas físicos antes da competição.

O reflexo desse desgaste aparece durante as partidas. Dos seis gols sofridos pela Argentina nesta Copa, cinco aconteceram no segundo tempo, indicando uma queda de rendimento físico ao longo dos jogos.

Outro fator importante é a pouca renovação do elenco. A base campeã em 2022 permanece praticamente a mesma, mas quatro anos mais experiente. Lionel Messi, grande destaque da equipe, disputa o torneio aos 39 anos. No meio-campo, Leandro Paredes e Rodrigo De Paul também chegam com mais idade e atuando em ligas menos competitivas do que na campanha do Catar.

Mesmo diante das dificuldades, a seleção argentina mantém uma das principais características da era Scaloni: a capacidade de superar momentos adversos. Assim como reagiu após a derrota para a Arábia Saudita na Copa de 2022, a Albiceleste voltou a demonstrar poder de reação, competitividade e resiliência para garantir presença entre as quatro melhores seleções do mundo pela segunda Copa do Mundo consecutiva.

Agora, a Argentina busca transformar a experiência e a força coletiva em mais uma oportunidade de disputar o título mundial, mesmo enfrentando um caminho muito mais desgastante do que o percorrido há quatro anos.

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