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Senadora que insultou Mbappé acusa atacante de violência de gênero

Senadora que insultou Mbappé acusa atacante de violência de gênero

A polêmica entre a senadora paraguaia Celeste Amarilla e o atacante Kylian Mbappé ganhou um novo capítulo. Após ser alvo de críticas por publicar ofensas racistas contra o camisa 10 da França, a parlamentar divulgou uma carta aberta, escrita em francês, na qual cobra um pedido de desculpas do jogador, o acusa de violência de gênero e afirma que poderá levar o caso à Justiça.

Embora tenha apagado a publicação que desencadeou a controvérsia, Amarilla deixou claro que não considera o episódio encerrado. Em um longo texto direcionado ao atacante, a senadora afirmou que a discussão ultrapassou o campo esportivo.

“O problema é entre ti e mim”, escreveu a parlamentar.

Na carta, Amarilla relembrou sua relação com a França. Segundo ela, estudou em uma instituição francesa dos 2 aos 17 anos, aprendeu o idioma, cantava “A Marselhesa” e mantém profunda admiração pela cultura do país. A senadora também citou viagens recentes a destinos como Courchevel e Saint-Tropez para reforçar sua proximidade com a cultura francesa.

Críticas começaram antes do confronto

De acordo com Amarilla, sua insatisfação com Mbappé teve início antes da partida entre França e Paraguai pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

A parlamentar afirmou ter interpretado uma declaração do atacante como um gesto de desrespeito à seleção paraguaia. Para ela, as palavras do camisa 10 transmitiam arrogância e menosprezo pelo adversário, sentimento que, segundo escreveu, foi compartilhado por parte da população do Paraguai.

Apesar das críticas, Amarilla reconheceu que errou ao publicar mensagens de teor racista contra o jogador. Na carta, disse ter removido a postagem ao perceber que estava reproduzindo exatamente o tipo de comportamento que afirma combater.

Senadora cobra retratação

Mesmo admitindo o erro, a parlamentar sustenta que Mbappé também extrapolou os limites ao responder às ofensas. Segundo Amarilla, o atacante não teria o direito de chamá-la de “mulher desprezível” e “indigna do cargo” sem conhecê-la pessoalmente.

Na avaliação da senadora, essas declarações configuram violência de gênero e justificam um pedido público de desculpas. Caso isso não aconteça, ela afirma que pretende buscar medidas judiciais para responsabilizar o jogador.

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